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Clima e mercado: qual o maior desafio para a safra em 2023?

Falta de chuva em regiões produtoras e incertezas no mercado ainda preocupam produtores

Foto: Unsplash

Volatilidade do mercado de commodities agrícolas e incertezas quanto ao clima em todo o Brasil neste final de 2022. Estes foram os principais temas do Webinar Agrobid, que contou com a participação de Alexandre Nascimento, meteorologista da Rural Clima e Ronaldo Fernandes, analista de mercado da consultoria Royal Rural.

Clima: A falta de chuva pelo país deve continuar preocupando os agricultores?

Segundo Alexandre Nascimento, a falta de chuvas que atingiu grandes regiões produtoras do país, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul desde o início de novembro não deve continuar nas próximas semanas. “No começo de novembro uma super frente fria trouxe geadas e ‘empurrou’ a chuva só para o Norte e Nordeste, deixando o restante do Brasil bem seco. O La Niña teve influência nisso, mas foi uma participação rápida do fenômeno”, pontuou o meteorologista.


Para os próximos 15 dias e já para 2023, a previsão da Rural Clima é de retorno das chuvas para essas e demais regiões do Brasil nas quais elas ainda não chegaram com intensidade o suficiente. “O que preocupou bastante foi que muitos produtores perderam a janela de segunda safra, especialmente ali no Centro-Oeste do país. Para os próximos 15 dias teremos calor em algumas regiões do Sul, mas as chuvas devem retornar em boa parte da região, além de Sudeste, Centro-Oeste e Norte, especialmente nas semanas finais do ano, que vai se estender pelas próximas seis semanas, destacou Alexandre.

Impactos do clima no mercado de commodities

O clima tem sido o fator essencial para entender o andamento dos preços das commodities agrícolas no momento. Mas, segundo Ronaldo Fernandes, a dúvida que as mudanças climáticas geram neste período é o que gera maior volatilidade e incertezas no mercado. “O mercado detesta dúvidas e o clima é o grande fator de dúvida para o mercado. Agora temos que esperar o momento da colheita para especificar as previsões. É nesse momento que ele vai começar a precificar as commodities com mais certeza”.

Como os produtores podem se proteger da volatilidade do mercado?

Para a Royal Rural, não existe apenas uma forma de proteção contra as incertezas e riscos do mercado. “As ferramentas de proteção são bem personalizadas. Cada caso é um caso, tanto para milho quanto para a soja. A soja tem volatilidade maior, porque tem liquidez maior, por exemplo. Então cada produtor terá uma necessidade. O importante é que o produtor não fique exposto. Ele precisa fazer uma trava de preços nesse momento”, enfatiza Ronaldo.

Como será o clima em 2023?

Alexandre Nascimento enfatiza que, pelo menos até o final da safra e período de safrinha, os produtores não devem temer mudanças bruscas no clima, como grandes períodos de seca ou de chuva. “Algumas regiões podem sim enfrentar dias de mais chuvas que outras, mas até o momento não há nada que indique nenhuma condição extrema no país. O importante é que os produtores fiquem atualizados sobre as previsões e vejam a análise climática e os serviços de meteorologia uma prioridade para os seus negócios”.


Preço dos fertilizantes ficará ainda mais caro em 2023?

Ronaldo Fernandes lembra que a questão da guerra entre Rússia e Ucrânia ainda está em andamento e que ainda não dá sinais de término. Além da questão geopolítica, o inverno europeu também deve ser levado em conta no momento. “Potássio caro, inverno europeu que encarece o gás natural, guerra Rússia e Ucrânia. Diante de tudo isso, os fertilizantes com base nitrogenada ou de potássio obviamente vão sofrer uma alteração de preços, que deverão ficar mais elevados. Os produtores brasileiros precisam também estar de olho nos mercados da Bielorrússia, Rússia e China, porque esses países movimentam mais o preço dos fertilizantes”.


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