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Leite: baixo poder de compra reduz procura por derivados

De acordo com Cepea, UHT tem alta de quase 2% no preço em dezembro

Foto de derivados de leite, via banco de imagens - iStock
Foto via banco de imagens - iStock

Pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) mostram que, de 1° a 15 de dezembro, os preços médios de alguns produtos do mercado lácteo subiram até quase 2% no mês de dezembro. O período de festas e o recebimento do 13° foram fatores que ajudaram a estimular o consumo, mas dados do IPCA mostram o desafio que o setor de laticínios ainda enfrenta com o aumento do preço do leite no campo e a baixa demanda por produtos lácteos.


O leite UHT e o leite em pó registram leves altas de 1,8% e de 0,5%, respectivamente, em relação às médias de novembro, para R$ 3,18/litro e R$ 23,56/kg, na mesma ordem. Já o valor da muçarela seguiu em queda, registrando média de R$ 24,69/kg, retração de 13% frente a novembro.


Poder de compra - Ao longo deste ano, a indústria teve dificuldades em repassar as altas do leite no campo ao preço final dos lácteos negociados junto aos canais de distribuição, por causa do menor poder de compra do consumidor. A pandemia, a desaceleração econômica e os aumentos do desemprego e da inflação em 2021 foram variáveis que fragilizaram a demanda por lácteos durante o ano.


Aumento nos estoques - Até julho, as indústrias de laticínios conseguiram sustentar o movimento de alta dos preços recebidos pelos derivados nas negociações junto aos canais de distribuição. Porém, desde agosto, a baixa da demanda na ponta final da cadeia tem aumentado os estoques de lácteos e, consequentemente, a pressão dos canais de distribuição por preços mais baixos, o que tem levado a consecutivas quedas nos preços dos lácteos recebidos pelas indústrias.

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