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Ministra defende exclusão de fertilizantes das sanções

Segundo a ONU, a fome afeta mais de 800 milhões de pessoas no mundo
Imagem via Unsplash
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Em reunião com representantes das Nações Unidas e dos governos dos países americanos, a ministra Tereza Cristina defendeu que os fertilizantes sejam excluídos do regime de sanções, a exemplo do que ocorre com os alimentos. Segundo ela, reprimir o comércio desses insumos afeta a produtividade do campo, reduz a disponibilidade de alimentos, reforça a tendência inflacionária das principais commodities e, como consequência final, ameaça a segurança alimentar, especialmente dos países mais vulneráveis.


Fome

“Temos que encontrar meios de evitar que medidas destinadas a punir comportamentos específicos, aplicadas por um grupo de países, acabem por afetar as cadeias alimentares mundiais. Não podemos, sob o pretexto de pressionar pela solução de um problema, criar um ainda maior, com o agravamento da situação da fome que, segundo estimativas da FAO, afeta mais de 800 milhões de pessoas no mundo”, destacou a ministra, que preside a Junta Interamericana de Agricultura (JIA). O tema será encaminhado para a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização das Nações Unidas Para Alimentação e Agricultura (FAO).


Fertilizantes

O secretário de Agricultura dos Estados Unidos da América, Tom Vilsack, comentou sobre a alta dos preços dos fertilizantes e defendeu esforços para a inovação, tecnologia e sustentabilidade para uma maior produção desse insumo. “A invasão Russa está acelerando o aumento dos preços não só das commodities agrícolas como também de energia e metais, o que impacta a segurança alimentar de países menos desenvolvidos. Por isso, é importante fazermos o que pudermos para estimular planos maiores para as plantações nos próximos meses. Precisamos de mercados transparentes e compensação de preços para produzir. Isso é vital para reforçar os suprimentos, enviando uma mensagem para os produtores plantarem mais e mantendo o comércio global eficaz”, pontuou.


Segurança Alimentar

Desde a pandemia de Covid-19 o setor tem demonstrado sua resiliência e caráter essencial. As Américas apresentam relevância estratégica mundial como a maior região exportadora de alimentos, sendo responsável por uma em cada quatro toneladas dos alimentos produzidos. Cerca de 28% das importações de alimentos partem do continente americano.


Os dados foram citados pelo diretor-Geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero, que ainda demonstrou preocupação com o futuro dos mais de 60 milhões de pessoas que vivem nas zonas rurais, que representam 16,5 milhões de agricultores familiares. “Por isso mesmo, a roda não pode parar. É a eles que se destinam muitos dos nossos esforços. Enfatizo que precisamos estar mais unidos do que nunca, promovendo a Inter cooperação junto a FAO, iniciativa privada, universidades, ONGs. A agricultura é um instrumento que visa não somente o desenvolvimento socioeconômico, mas também é uma ferramenta poderosa que visa fomentar a paz e a segurança alimentar”, frisou Otero.


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