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O que irá acontecer com os preços das commodities agrícolas?

Preços voláteis e mudanças nos mercados globais devem afetar a vida do produtor

Foto: Unsplash

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais tem gerado impactos no agronegócio brasileiro. Diante de um cenário incerto para o segundo turno e a volatilidade do mercado nacional e internacional, é hora de fazer boas escolhas e de se proteger. Mas, como fazer boas escolhas? Como o mercado deve se comportar até o final da corrida presidencial e quais são as perspectivas para os próximos meses? Todas essas perguntas foram tema de mais um Papo de Agro, que contou com a participação de Carla Mendes, editora-chefe do portal Notícias Agrícolas, e Ronaldo Fernandes, da consultoria Royal Rural.


Mercado cambial e preços das commodities

A reação dos mercados ao resultado das eleições foi forte. Houve uma queda no desempenho do dólar em cerca de 4,09% e os preços da soja caindo até R$ 10,00 por saca nos portos brasileiros. “A reação do mercado cambial foi forte, o que provocou essa queda brusca nos preços das commodities. O dólar superou os R$ 5,30, mas ainda há muita coisa para acontecer”, destaca Ronaldo.


Como se proteger da volatilidade do mercado?

Travar os preços na bolsa é uma alternativa bastante importante para esse momento, segundo os convidados. “Alguns fertilizantes voltaram para os seus valores no pré-guerra Rússia x Ucrânia. Essa é uma boa oportunidade de termos uma soja mais barata na próxima safra, se o produtor souber fazer bons negócios”, afirma Carla Mendes. “Travar os preços é sempre uma boa indicação para que esse produtor não fique suscetível a essas mudanças bruscas de mercado”, completa Ronaldo Fernandes.


Exportações e perspectivas de preço da soja

Por enquanto, o mercado de exportações da soja está enfrentando desafios por conta dos preços altos. A China já está comprando o grão da Argentina e de outros países por preços mais baratos, afetando a competitividade brasileira. “De um ponto de vista mais longo, a demanda pode ficar aquecida nos próximos meses, principalmente por parte da China comprando grandes volumes de soja”, pontua Ronaldo. “Acredito que o sol vai nascer para todos e que, em breve, vamos recuperar os postos de exportação”, complementa Carla Mendes.


Desafios e perspectivas para a próxima safra

Segundo Carla Mendes, o produtor deve se preparar, porque não deve ter uma safra tão tranquila pela frente. “Quem está se protegendo sofrerá menos riscos, mas essa safra será tensa principalmente da perspectiva mercadológica, com janelas curtas e necessidade de tomada muito rápida de decisões pelo produtor. Estamos passando por um mar de tormenta no momento atual, então é preciso fazer boas escolhas”.


O produtor, no entanto, está fazendo de tudo para otimizar os seus negócios e garantir uma boa margem de preços, ainda segundo a editora-chefe do Notícias Agrícolas. “O produtor está fazendo o que pode neste momento. Ainda temos o fator climático, que deve seguir em normalidade, mas pode começar a preocupar mais para o início de dezembro. Acredito que o principal desafio para o produtor rural agora é casar todas essas informações. Clima, preços, análise de mercado, cuidado com a janela de plantio e colheita. Os desafios são inúmeros diante de uma safra caríssima e volatilidade no mercado”, finaliza.


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