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O que você precisa saber para não perder dinheiro na próxima safra

Mercado de commodities deve se estabilizar nos próximos meses, mas é preciso se planejar

containers coloridos e empilhados
Foto: Unsplash

Guerra na Ucrânia, conflito entre China e Taiwan, inflação global, clima, temores de recessão mundial… Todas as questões importantes no contexto atual têm influenciado fortemente no andamento do mercado de commodities e os agricultores precisam ficar alertas caso queiram manter a produtividade e lucrar nesse setor.


O andamento do mercado de commodities e como os produtores rurais podem proteger os seus negócios foram alguns dos temas de mais um Papo de Agro, que contou com a participação do especialista em commodities e derivados, Mauricio Belinello e João Batista Olivi, apresentador do programa Tempo & Dinheiro.


De olho na safra: soja e milho

Depois de um forte movimento de alta no mercado de grãos, entre outros motivos, por conta da quebra de safra e escassez de soja em algumas regiões produtoras do Brasil, Maurício Belinello aponta o que chama de “sazonalidade de baixa” para este segundo semestre de 2022. “Vemos uma recuperação dos preços agora. Soja e milho estão no meio de um repique de alta, mas devem ficar entre os U$13,80 e 14,50, pelo menos pelos próximos três a quatro meses, se não houver nenhuma mudança ou evento inesperado durante esse período”.


Para 2023, o cenário que se coloca é o de queda nos preços das commodities em geral. Além de soja, arroz, milho e trigo deverão seguir o mesmo caminho. “A questão do Covid-19, conflito entre Rússia e Ucrânia, quebra de safra no Centro-Sul este ano, acredito que tudo isso já está se dissipando. Portanto, creio que em 2023 teremos preços em U$12,00 o bushel, se nada de muito impactante acontecer até lá”, acrescenta Maurício.


De olho na safra: trigo e arroz

Sensível ao clima e bem suscetível a quebras de safra, a produção e o mercado de trigo podem sofrer alterações bruscas com mais facilidade. Mas, as perspectivas para os meses seguintes e o próximo ano é de normalização dos preços. “A não ser que haja uma quebra forte nos próximos meses, o trigo deve chegar ao fim do estresse nesse momento. Ainda estamos com preços altos, mas os estoques globais devem voltar à normalidade, principalmente a partir da safra americana de 2023”, diz Maurício. “O arroz é uma das commodities agrícolas que mais vai sofrer pressão de queda também”, salienta.


“A questão do trigo é sensível e é preciso se proteger das pressões do mercado. Acompanhar os preços e operar no mercado de Chicago é fácil, os produtores brasileiros precisam disso para protegerem seus negócios”, lembra João Olivi.


Planejamento: palavra-chave para os produtores rurais nesta safra

O principal desafio para os produtores na próxima safra é fechar as contas. “Esse é um problema real. A soja teve um aumento muito significativo nesses últimos meses. E quando a soja sobe, o preço de todos os outros produtos sobem também. Se, no ano que vem, tivermos uma soja valendo R$ 150,00 a saca, eu temo pelo produtor agrícola brasileiro médio”, ressalta Maurício.


Diante deste cenário, os produtores rurais devem se planejar. É o que alerta o apresentador João Olivi. “Isso é extremamente preocupante, mas se nós formos olhar para os Estados Unidos, por exemplo, eles têm muito menos preocupação com isso. Eles não têm medo de quebrar. Isso porque os produtores rurais brasileiros ainda não se planejam como deveriam. Sempre enfatizamos que é importante que os produtores façam uma planilha de despesas, um planejamento dos seus custos, travem os preços da soja no mercado”.


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