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Plano Safra: saiba como usar o recurso para fazer bons investimentos

Incertezas econômicas e insumos altos exigem do produtor maior planejamento e assertividade

Entrou em vigor na última sexta-feira (01) o tão aguardado Plano Safra 2022/2023, lançado pelo Governo Federal. Nesta temporada serão R$ 340,88 bilhões destinados até junho do próximo ano. O valor reflete um aumento de 36% em relação ao plano anterior. Do total, R$ 246,2 bilhões serão para custeio e comercialização e R$ 94,6 bilhões para investimentos.


Apesar do valor alto, o cenário de incertezas econômicas tem gerado dúvidas quanto à real eficiência desse recurso para os produtores rurais. Afinal, o Plano Safra será suficiente para suprir as demandas do setor? As taxas de juros neste ano estão valendo a pena? Essas e outras questões foram tema de um Papo de Agro, que contou com a participação de Silvano Filipetto, presidente do Sindicato Rural de Sorriso, no Mato Grosso; José Octávio Corral, CEO e fundador da Startup Creditares e Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios.


Cautela é a palavra do momento

Para José Octávio, houve um aumento significativo no volume de recursos destinados aos produtores, principalmente ao pequeno e médio produtor. As taxas de juros estão altas, mas o aumento faz sentido, já que a taxa Selic está em 12,75% ao ano. Porém, é preciso se planejar bem antes de captar esses recursos. “Provavelmente esse dinheiro vai acabar antes de junho do ano que vem, então o produtor tem que se planejar”.


Silvano Filipetto complementa e diz que o aumento não será capaz de beneficiar a todos os produtores. “Os preços dos insumos, defensivos e até sementes subiram muito do ano passado para cá e as taxas de juros estão caras, esse valor não vai atender a todos. Por isso, é importante ter os pés no chão nesse momento, saber no que você pode investir. Talvez não seja a hora de trocar a sua máquina usada por uma nova, por exemplo”.


Outro fator que também impacta nas negociações brasileiras é o risco de recessão no mercado global. É o que aponta Cristiano Palavro: “O produtor vai acabar captando os recursos disponíveis com juros altos e o risco de uma recessão mundial está fazendo com que os preços das commodities caiam e fiquem muito voláteis, o momento é de cautela”, destaca.


Qual é a saída?

Muitas empresas e bancos já oferecem aos produtores mais possibilidades e diversidade de recursos além do Plano Safra. É o caso da Creditares, empresa de crédito para produtores rurais que funciona como uma conexão entre o produtor e as várias instituições de financiamento.


Para Silvano Filipetto, essa é uma boa opção, mas esse produtor rural precisa de uma boa assessoria para saber fazer uma escolha assertiva.”Os produtores de hoje estão mais atentos a isso, mas precisam de ajuda para saber a hora certa de comprar ou de vender ou como encontrar uma empresa que ofereça a melhor linha de crédito para o negócio dele. Hoje, é preciso tratar a fazenda como empresa. É preciso estar antenado, olhando o celular o tempo todo, de olho nos preços do mercado. Não podemos perder tempo e nem dinheiro”.


Um ponto que chama a atenção é o crescimento do uso de capital próprio. “O produtor também já está colocando o próprio dinheiro para custear a produção”, lembra Cristiano Palavro, da Pátria Agronegócios.


Dicas valiosas para driblar as incertezas

Os produtores rurais não devem desanimar, apesar das incertezas após o lançamento do Plano Safra. Para José Octávio, a dica é fazer uma avaliação geral do seu negócio e só então buscar uma alternativa. “É preciso entender a liquidez desse produtor, o que ele tem de dívidas e o quanto de recursos ele tem para pagá-las e então buscar as melhores linhas de crédito para o seu negócio”.


"O produtor rural tem que ser profissional. Não estamos aqui para brincar. Por isso, faça as coisas certas, tome as decisões certas. Tenho certeza de que, assim, sairemos dessa crise, como já saímos de outras piores”, enfatiza Silvano Filipetto.


“É o momento de não se desesperar e fazer bons negócios. Conte com boas equipes para te ajudar, trave os seus preços em dólares ou reais, negocie bem esses preços, use o mercado a seu favor”, ressalta Cristiano Palavro.


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