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Saiba como se proteger dos riscos e ter uma safra 2023 de sucesso

Produtor já está pagando caro e não pode errar nesta nova temporada, segundo consultoria

Safra 2022/2023 já é a mais cara da história, segundo Pátria Agronegócios | Foto: Pixabay

Clima, demanda chinesa e eleições presidenciais são alguns dos fatores que têm mexido com os mercados de commodities agrícolas e preocupado os produtores rurais nas últimas semanas. O comportamento do mercado e as perspectivas para a safra 2022/2023 brasileira foram temas de mais um Papo de Agro, que contou com a participação de Matheus Pereira, fundador da consultoria Pátria Agronegócios.


O que está impactando o preço dos grãos atualmente?

Para Matheus, a falta de chuvas, principalmente na região Centro-Oeste do Brasil nas últimas duas semanas, é um fator de alerta para o mercado nacional de grãos. “Esse período de seca já está prejudicando os produtores de soja e milho do Mato Grosso e Goiás, por exemplo. O que esperamos é que a chuva retorne logo em quantidade suficiente para cobrir a área plantada. Realmente crescemos muito em termos de área, já temos a maior safra de nossa história. Apesar disso, calculamos a projeção estatística de produtividade dos grãos, mas não podemos cravar um número final de produtividade”.


O mercado cambial também é outro fator que vem sofrendo fortes oscilações com os últimos acontecimentos políticos no Brasil. “Penso que essas incertezas sobre a equipe administrativa do novo governo, e a de transição, não têm agradado o mercado. Quando não trazemos perspectivas de crescimento interno, não trazemos capital, ou seja, dinheiro, para dentro do país. Hoje temos uma escassez de oferta por essa falta de plano concreto para trazer segurança para os investidores”, enfatiza Matheus.


Quais dicas para se proteger da volatilidade do mercado?

Matheus destaca três ferramentas hoje disponíveis no mercado para que os agricultores protejam a sua safra e não corram tantos riscos.


Mercado à termo – Basicamente, é a compra e venda de derivativos com preço à vista, com juros inclusos e liquidação fixada em data futura. Nesse caso, vendedor e comprador assumem o compromisso de efetuar a transação no momento do vencimento.


Hedge agrícola – A principal função do Hedge não é de obter lucro com derivativos, mas de garantir o preço de compra ou de venda em determinada data futura. Para isto, ele estrutura uma operação inversa ao do mercado físico.


Seguros de comercialização – Estes garantem um preço mínimo dos grãos e outras commodities e esse valor é o que o produtor receberá, mesmo em caso de perdas na lavoura por algum fator, como o clima. “Esse é o principal serviço que oferecemos aqui na Pátria Agronegócios e creio que seja a ferramenta mais segura e eficaz para o produtor”, disse Matheus.


Desafios que os produtores devem enfrentar na próxima safra

Segundo o fundador da Pátria Agronegócios, o mercado nunca esteve tão reativo quanto agora. Por isso, o produtor deve estar mais preparado do que nunca para se proteger de possíveis perdas financeiras. “Uma notícia hoje já faz com que a soja aumente ou diminua demais o seu valor. O produtor rural precisa entender que não pode errar nesta safra. Para 2023 o instinto que deve prevalecer é o de sobrevivência, porque estamos com um lucro estagnado e uma safra extremamente cara”, pontua.


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