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Seca provoca quebra de safra na região sul do Brasil

Agrometeorologista da Rural Clima analisa impacto na produção agrícola

Segundo Marco Antonio, a seca que atingiu o RS no último mês deve diminuir a estimativa da safra de soja 2021/22. (Foto: Pixabay)
Segundo Marco Antonio, a seca que atingiu o RS no último mês deve diminuir a estimativa da safra de soja 2021/22. (Foto: Pixabay)

O Agrobid realizou mais uma live, o “Papo de Agro”, no Instagram. O convidado foi o agrometeorologista Marco Antônio, da Rural Clima, para analisar os impactos da falta e o excesso de chuvas nas principais regiões produtoras do país. Se você perdeu o bate-papo, clique aqui e confira.


Pelo segundo ano consecutivo o Brasil enfrenta a La Niña, e quem sente diretamente os impactos deste fenômeno são os agricultores. A falta de chuvas na região sul do país provocou a quebra de safra de várias culturas. A La Ninã está trazendo esse impacto. “O Atlântico, que banha a costa sul do país, se manteve muito frio até meados de janeiro, enquanto o Atlântico, que banha a costa norte, se manteve muito quente. Ter um sul frio inibe os corredores de umidade e isso canaliza as chuvas para região norte”, disse.


Centro-Oeste

A região central do país está sofrendo com a instabilidade do clima, com chuvas irregulares, e a situação tende a continuar assim durante o mês de fevereiro. Marco fez um alerta ao produtor de grãos. “Isso vai trazer problemas com a soja. Com o milho, até dia 28 de fevereiro podemos estar com 80% da área plantada para o milho safrinha”, afirma.


Nordeste

Marco avalia que vai chover relativamente bem na região, mas não de forma generalizada. O nordeste terá chuvas dentro da média até o mês de março. “A distribuição de chuvas será relativamente boa nas regiões do interior do nordeste, principalmente no semi árido e agreste”, projeta.


Sul

O início do mês de fevereiro já está com mais chuva, em relação ao mês anterior. “O Atlântico Sul está mais quente e isso força as frentes frias. O primeiro fim de semana do mês será marcado por chuvas no Rio Grande do Sul, mas lógico que ainda muito irregulares. Não dá para dizer que terá chuvas para todo o Estado e com altos volumes”, pondera. A partir do final de março, a região volta a ter chuvas irregulares. De acordo com Marco, apesar das quebras, é de se comemorar a volta da chuva na região sul neste mês. “Vai dar um alívio para o produtor”, disse.


Sudeste

A previsão é de chuvas fortes durante o mês de fevereiro até meados de março, mas a região, principalmente o Estado de São Paulo, terá chuvas irregulares a partir da terceira semana de março até meados de abril. “Para o produtor de soja, não é o momento de dissecar o grão”, disse.


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