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Você conhece o "Boi Ladrão"?

Chegou a hora de evitá-lo em sua fazenda!


As margens de lucros nas operações na pecuária de corte têm diminuído a cada dia devido aos elevados custos operacionais. Diante desse fato, a produção de uma pecuária de alta performance demanda planejamento, gestão e análise de oportunidades. O pecuarista deve estar muito atento aos ruídos presentes no sistema de produção, que podem vir desde o manejo, nutrição ou à presença do “boi-ladrão”.


Boi ladrão: A dor de cabeça dos pecuaristas na fase de engorda

Entre vários pontos de gargalo da pecuária de corte, essa é uma das grandes tormentas enfrentadas por todo pecuarista que trabalha com sistema de terminação. O ponto negativo da presença desses animais está em trazerem prejuízos econômicos para o pecuarista que, por muitas vezes, só vai perceber quando os animais vão para o abate. E não pense que no seu sistema de produção não há problemas com “boi ladrão”. Não se iluda! Na verdade, você acha que não tem esse problema, pois não conseguiu identificar esses animais.


Entenda o conceito do “Boi ladrão”.

O conceito de boi-ladrão pode ter duas origens:


1ª – O animal que possui genética inferior ou inadequada que não consegue se adaptar em sistemas de maior intensificação, como o TIP (Terminação Intensiva a Pasto), semiconfinamento e Confinamento, e por não se adaptar, acaba ficando com alto nível de estresse, impactando na conversão do alimento em carcaça.


2ª – O animal possui genética adequada, mas devido a falta de cuidados para a sua adaptação ao novo regime de manejo, ele acaba sofrendo elevado estresse e diminuindo drasticamente o seu desempenho.


Nesses dois casos, o animal pode até consumir mais que os outros, mas não engorda de forma satisfatória. Ou seja, ele ganha peso, mas não o suficiente para pagar os custos de produção.


A presença do “boi-ladrão” é um problema de alguns pecuaristas terminadores ou característico do rebanho brasileiro?


Estimativas de pesquisas realizados em 2017, pelo Prof. Dr. Mateus Paranhos indicam que em torno de 30% do rebanho brasileiro possuem animais “ladrões”. Vamos pensar juntos: se um animal está comendo mais que outro e não engorda, essa dieta poderia estar sendo fornecida para um animal que tem melhor desempenho, não é verdade?


Ai que vem o ponto de virada para eliminarmos esse problema, que é a identificação desses animais considerados “ladrões”. Para isso precisamos começar fazendo algo simples, mas muito eficaz: observar e pesar seu gado.


– Observação: é importante que o pecuarista fique atento, principalmente nos primeiros dias de sistema intensivo, observando o comportamento dos animais como, consumo excessivo no cocho e desenvolvimento inferior à média do lote, ou mesmo animais que estejam apresentando sinais como, vazio muito fundo, narinas secas, falta de ruminação, fuga do curral ou isolamento dos outros animais, que são alertas que estes animais não estão se adaptando à dieta e a este novo sistema de produção.


– Pesagens Estratégicas: Formação de Lotes de Produção homogêneos (com mínima margem de diferença de peso entre os animais) e realizando pesagens estratégicas, conforme sistema de Produção Intensivo adotado, poderá identificar os animais, que mesmo consumindo a mesma dieta e sendo submetidos ao mesmo manejo, não estão se desenvolvendo conforme esperado e média do lote.


Mas pesar o gado causa quebra no ganho de peso dos animais? A pesagem realizada seguindo todos os protocolos de bem-estar animal, causa mínimo impacto no ganho de peso dos animais. Para entender melhor e realizar as estratégias de pesagens, acesse: “Qual deve ser a frequência de pesagem do gado?”.


A identificação precoce dos animais considerados “boi-ladrão”, faz com que possamos eliminar esses “ruídos” que afetam negativamente para que tenhamos um melhor resultado econômico e zootécnico dos lotes de produção. Não há uma receita exata para atingirmos a máxima rentabilidade nos sistemas de terminação do gado, contudo, vale ressaltar 05 dicas importantes a serem seguidas para minimizar ao máximo os problemas de “boi-ladrão” em sua fazenda.


1º – Realizar adaptação dos animais – Os animais que chegam ao sistema intensivo necessitam de passar por um período de adaptação. O ideal é realizar um período de adaptação de 15 dias para que os animais possam se acostumar com a nova dieta e manejo.


2º – Espaçamento de cocho espaçamento por animal por lote – Cumpra os espaçamentos mínimos necessários que são de 12 a 15 m2 por animal e área de cocho com 30 a 40 cm por cabeça.


3º – Higiene – Condições climáticas, afetam diretamente a produtividade, sendo que muita chuva ou muita poeira (principalmente em sistema de confinamento) podem trazer problemas de saúde para o rebanho. Então cuide para que os confinamentos tenham de 3 a 5% de declividade. Isso ajudará a escoar o excesso de umidade, evitando a formação de áreas com lama. Da mesma forma, você deve evitar formação de poeira em excesso, pois proporciona mais conforto aos animais e evita doenças respiratórias. Para isso, o ideal é molhar os currais com frequência.


4º – Mantenha o bem-estar dos animais – Devemos prezar pelo bem-estar dos animais em todos os sentidos, desde o manejo até o sombreamento. Fornecimento de sombras, naturais ou artificiais, reduzem o estresse térmico. Da mesma forma, o estresse por manejo reduz o consumo dos animais, diminuindo o ganho de peso.


5º – Tenha planejamento! – Compre animais de procedência e genética que possam entregar o resultado esperado diante da estratégia a ser utilizada na propriedade. Defina a estratégia de produção e principalmente nutricional, entes mesmo, de definir pela compra dos animais.


Fonte: Bovexo - Conheça a ferramenta!

Por Ricardo Cesar Alves da Silva Filho - Zootecnista, Especialista em Gestão do Agronegócio - BovExo


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